da France Presse, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu a ideia de impor uma taxa adicional sobre os refrigerantes para financiar o combate à obesidade, mas admitiu que os interesses econômicos em jogo tornam o caso complicado.
"É uma ideia que deveríamos aprofundar", disse Obama à revista "Men's Health", referindo-se à sugestão de instaurar uma taxa adicional sobre os refrigerantes e outros produtos ricos em açúcar para lutar contra a obesidade.
De acordo com um relatório publicado em julho passado, mais de 60% dos americanos e 20% das crianças são obesos ou têm problemas de excesso de peso.
O tratamento das doenças decorrentes da obesidade custa quase US$ 150 bilhões a cada ano, quase duas vezes mais que o do câncer, alertaram as autoridades sanitárias.
"Nossas crianças bebem refrigerantes em demasia. Mesmo que o consumo destas bebidas não seja a única causa da obesidade, é um fator essencial", afirmou o presidente, segundo trechos da entrevista publicados previamente pela revista.
Obama ressaltou, porém, que as "resistências" a esta ideia seriam muito fortes, sobretudo em Estados americanos produtores de açúcar. Segundo ele, os Estados "são sensíveis a todos os fatores que podem reduzir a demanda".
Além disso, "as pessoas talvez não queiram ouvir alguém lhes dizer o que devem comer ou beber, e entendo isso", explicou Obama nesta entrevista, dedicada às maneiras de manter uma vida mais saudável e ao grande projeto presidencial de reforma do sistema da saúde.
Obama, que pratica exercícios quase todos os dias, se descreveu como uma pessoa que "tem uma alimentação saudável".
(Fonte UOL)