Água mineral na Copa do Mundo

Já estamos em clima de Copa do Mundo. E como já havíamos mencionado em diversas ocasiões, o Mundial representa uma oportunidade ímpar para o nosso setor.

Primeiro, pelo fato de o evento voltar a ser realizado no Brasil após mais de seis décadas, portanto, uma experiência e desafio inéditos para a indústria de águas minerais.

E segundo, porque os segmentos de alimentos e bebidas estão, sem dúvida, entre os que serão mais beneficiados pela Copa do Mundo e, nesse contexto, a água mineral, enfim, ganha especial destaque.

Por se tratar de um alimento associado a hábitos mais saudáveis, o que é uma tendência crescente no mundo todo, o produto vem, já há algum tempo, conquistando a preferência dos consumidores em relação às bebidas açucaradas. Vale lembrar ainda, que o nosso produto tem uma forte ligação com o espírito do evento: a prática esportiva.

Foi-se o tempo em que comitivas estrangeiras que vinham ao Brasil traziam sua própria água para consumo, pelo temor do risco de contaminação. Hoje, temos um mercado forte, qualificado, competitivo, disputado por players internacionais. Mas é importante lembrar que os milhares de turistas que chegam para o Mundial serão consumidores, sobretudo, de garrafas práticas e fáceis de transportar, como as de 300 ml e 500 ml, com tampa esportiva. Também podemos incluir as embalagens de 1 litro neste rol das mais requisitadas. Ou seja, temos que estar preparados para demandas específicas.

Outro quesito importantíssimo para atender a esse perfil de consumidor é, com certeza, a certificação NSF, que avaliza a segurança e qualidade da água mineral, de acordo com critérios internacionais.

Nesse sentido, lembro que a Abinam encaminhou à direção da FIFA no país a relação das 15 empresas de águas minerais brasileiras certificadas pelo órgão internacional, para subsidiar os serviços de informações prestados aos visitantes. Leiam também matéria na pág. 31.

Assim, termino ressaltando que a experiência do Mundial será de grande valia para o setor, não só no que diz respeito ao balanço da eficácia de estratégias e ações de marketing, mas também no que se refere à importância da certificação do nosso produto, tendo em vista, sobretudo, que teremos logo mais outro grande evento global: as Olimpíadas de 2016.

Sucesso a todos e que o Brasil conquiste o título de hexacampeão!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Agregar Valor

A disponibilidade para renovação ou novas outorgas de água comum é cada vez mais debatida e disputada pelos Comitês de Bacias Hidrográficas. Há dez anos, fiz uma previsão que 2016 seria o início do ano crítico de novas outorgas e provável falta de água, no eixo Rio-São Paulo.

O verão deste ano, sem chuvas e com umidade relativa do ar baixa, faz com que o debate de uma política de água potável seja mais do que urgente e necessário por parte de nossos governantes.
 
Por outro lado, o nosso setor tem que compreender o verdadeiro papel que a sociedade e as autoridades esperam de nós, e devemos estar atentos às mudanças de paradigmas e tendências de mercado no denominado setor de bebidas frias. Embora nosso produto seja alimento, infelizmente o fisco não entende dessa forma.
 
A edição de 06/02/2014 da Folha de S.Paulo noticia que a Coca-Cola irá revolucionar o mercado de refrigerantes, propiciando aos consumidores a fabricação do seu próprio refrigerante em casa, por meio de processo semelhante e de sucesso ao dos cafés em cápsulas.
 
Entendo que isso nos dá a certeza de termos que assumir a cadeia de valor urgentemente, porque não haverá refrigerante ou café em cápsula, sem água de qualidade.
 
A distribuição hoje é, em sua esmagadora maioria, terceirizada, e não gerenciamos e/ou administramos o verdadeiro valor da nossa água mineral.
 
Temos o ônus financeiro e tributário do recolhimento do ICMS Substituto, e ainda por cima, não somos responsáveis pela precificação de nossa água mineral para o comércio varejista. No caso do garrafão de 20 litros a situação é calamitosa, pois o distribuidor define as regras da precificação ao consumidor final, e ainda quer impor o preço de compra nas fontes de água mineral.
 
Faz parte de nossos objetivos para este ano a luta incessante de reivindicar, junto aos governos estaduais, a inclusão da água mineral na cesta básica, e reduzir a carga tributária para 7%.
 
Não podemos esquecer que o estado de Santa Catarina já fez essa correção de tributação, e devemos ter como foco esse objetivo, e não o que está acontecendo em alguns estados brasileiros, onde se pensa primeiro em fazer reserva de mercado. Somos uma República Federativa e temos que ter igualdade de competição.
 
A água mineral natural é um alimento indispensável à saúde da população brasileira. Ela chega onde a água de rede pública não consegue ir, e não podemos pagar mais impostos do que as bebidas diet, light e açucaradas, denominadas “bebidas frias” pelo fisco nacional.
 
Está mais do que na hora de assumirmos definitivamente a cadeia de valor de nosso setor. O cenário é promissor e requer de nossa parte atitude de coragem para fazê-lo.
 
Tenho a certeza de que todos nós vamos refletir sobre essa necessidade, pois quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
 
A vitória é a arte de prosseguir, quando os outros desistem.
 
Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

"A água é a primeira e a melhor bebida energética" Michelle Obama

Uma análise detalhada do mercado de bebidas no Brasil e no mundo aponta uma tendência inquestionável: o aumento do consumo de água envasada. O que está por trás da ascensão do produto é claramente uma mudança de comportamento do consumidor.

A preocupação com as doenças relacionadas à obesidade e a busca por mais saúde e qualidade de vida são os novos paradigmas que passam a reger as escolhas dos consumidores, principalmente nos últimos dez anos.

Basta observar o que vem ocorrendo no mercado norte-americano para comprovar que a água mineral já ocupa um lugar de destaque no ranking das bebidas, desafiando, inclusive, o predomínio dos refrigerantes.

Especialistas apontam que, nos Estados Unidos, as vendas de água envasada devem superar a de refrigerantes até o final da década. Matéria publicada no Los Angeles Times mostra que, em 2012, cada americano consumiu, em média, 42,4 litros de refrigerantes. Em 2005, o patamar era de 50 litros per capita, o que significa que, em apenas sete anos, houve queda de cerca de 15% no consumo.

Nesse cenário, gigantes como a Coca-Cola e a PepsiCo estão revendo suas estratégias, já que as vendas de refrigerantes das duas empresas vêm registrando queda nos Estados Unidos. Vale lembrar que hoje ambas estão apostando no segmento das chamadas "águas realçadas" para conquistar mercado.

No Brasil, essa tendência também é uma realidade. Segundo dados da Nielsen, no primeiro semestre de 2013, o mercado de água mineral cresceu 14%, enquanto que o de refrigerantes apresentou retração de 4,5%.

Um aspecto interessante, que agrega ainda mais relevância à água mineral, veio de um comentário do presidente da IBWA, International Bottled Water Association, Josef Doss, em um jantar que tivemos em Nashville, durante o encontro da IBWA, em novembro último. Ele me confidenciou que atualmente existem apenas dois estados americanos, onde ainda é possível beber água de qualidade da torneira: Nova York e Washington.

Isso só confirma o quanto a água envasada é uma importante aliada da população, já que supre as lacunas do serviço público que falha no abastecimento adequado e de qualidade. No Brasil, por exemplo, a água mineral chega onde falta a água encanada, ou seja, em quase 50% dos domicílios brasileiros.

Portanto, temos um produto precioso nas mãos. O consumo per capita no país ainda é pequeno, em torno de 40 litros, contra 136 litros na Itália, e 117 litros na Bélgica, o que nos dá muito espaço para crescer.

Assim, vamos entrar em 2014 com confiança e ânimo redobrados para levar adiante nossas lutas e bandeiras, entre elas, a inclusão da água mineral na cesta básica de todo o País, e sua taxação como alimento, já que é injusto que o produto esteja

sujeito aos mesmos impostos dos refrigerantes.

Termino lembrando que a frase da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que serviu de título ao editorial, foi dita por ocasião do lançamento da campanha promovida por ela para incentivar a população a beber mais água.

Desejo a todos Boas Festas e Próspero 2014.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Congresso une ainda mais o setor

Inicialmente quero dar as boas-vindas a todos os participantes do 22º Congresso, procedentes dos mais diversos estados brasileiros e também de outros países. Além de prestigiarem o encontro, a presença em peso dos players da nossa indústria é também uma demonstração de comprometimento com as causas e interesses do setor.

Soma-se a isso, que a acolhedora Campos do Jordão, onde realizamos pela primeira vez o evento, também propicia entremear à programação momentos de lazer e turismo, com especial oportunidade de descontração para os familiares que acompanham os congressistas. Assim, tudo foi preparado para que todos possam desfrutar intensamente de preciosos dias na cidade.

Também elaboramos com muito cuidado o programa do Congresso, buscando contemplar os grandes temas que impactam diretamente a indústria de águas minerais, como é o caso do novo Marco Relatório, que terá três palestras, seguidas de debates.

Enfim, volto a enfatizar, como já fiz em diferentes ocasiões, que o Congresso representa um momento ímpar de união do setor em torno de nossas causas e objetivos, que têm como foco a contínua modernização e expansão da indústria de águas minerais.

Vale lembrar que em 2012 registramos o maior crescimento da atividade dos últimos 15 anos, cerca de 15%. Fomos a segunda categoria de bebidas que mais cresceu, depois do segmento de sucos prontos, de acordo com a consultoria Nielsen.

E, já em 2013, a tendência se consolida com os resultados do primeiro semestre, que indicam crescimento de 14,8% das vendas no varejo, na comparação com o mesmo semestre do ano passado, atingindo a cifra de R$ 1,56 bilhão, segundo a Nielsen. Um salto também registrado na ordem de volume, que aumentou 10,2%, o que significa 1,82 bilhão de litros.

Esses indicadores mostram que estamos no rumo certo e que o produto "água mineral" – 100% natural, sem conservantes, acidulantes, corantes e adição de sais minerais artificialmente – vem conquistando maior espaço no mercado e na preferência dos consumidores. Mesmo o segmento de águas especiais, ainda incipiente no país, foi destaque na pesquisa Nielsen: cresceu 24,6% em valor no ano passado.

Outra de nossas bandeiras que também deverá ser hasteada em mais um território, além de Santa Catarina, é a inclusão da água mineral na cesta básica do Rio Grande do Sul, que será em breve debatida em audiência pública. Um passo importante para estendermos a iniciativa a todo o País.

E, certamente, não podemos deixar de ressaltar ainda a nossa importante vitória em 2012 contra a abusiva e injusta tributação sobre o setor, que resultou na alíquota zero do PIS/PASEP e da Cofins.

Portanto, assim como precisamos estar preparados para enfrentar os desafios, urge também que tenhamos as condições necessárias para dar real sustentação ao crescimento que vem sendo desenhado nos últimos três anos, e cuja continuidade tanto almejamos. Como? Está aí o Congresso para nos fornecer ferramentas e informações em resposta a essa pergunta.

Que todos possam aproveitar a oportunidade do nosso encontro. Sejam bem- vindos!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Setor unido no 22º Congresso

A realização do 22 º Congresso Brasileiro da Indústria de Águas Minerais e da Expo-Abinam’2013, de 9 a 11 de outubro, em Campos do Jordão, São Paulo, ocorrem em um momento especialmente importante para a nossa atividade.

Como todos têm acompanhado pelo noticiário, pelo site da Abinam, em nossas reuniões, bem como por meio da revista Água&Vida, estão na ordem do dia temas emergentes, que envolvem e impactam diretamente a indústria de águas minerais: o Projeto de Lei do novo Marco Regulatório da Mineração, em fase de aprovação no Congresso Nacional, e o processo de implantação dos projetos da Logística Reversa, com metas e prazos já estabelecidos.

Trata-se de temas polêmicos e complexos, que exigem total atenção e pró-atividade na análise de desdobramentos e implicações em nossa indústria para que possamos, em conjunto, nos posicionar e avaliar os reflexos, benefícios e consequências para toda a cadeia produtiva do setor.

O Congresso, portanto, representa um momento valioso para o debate dessas questões e de outros temas também relevantes que vão abordar novas tecnologias de envase de águas minerais, o branding design na criação de valor para o produto, a importância do marketing para o setor, entre outros, inclusive com a participação de palestrantes internacionais.

A oportunidade de acompanhar as tendências dos mercados nacional e internacional, trocar informações e experiências, conhecer novos insumos e tecnologias é imprescindível para dar continuidade ao processo de modernização e de maior competitividade do setor, sendo estas, metas reiteradas pela nova gestão da Abinam.

O evento, por meio da Expo-Abinam’2013, nossa tradicional feira e vitrine do setor, representa também possibilidade efetiva de novos negócios, privilegiando tanto fabricantes de água mineral como fornecedores de produtos e serviços. O Water Bar, espaço estratégico para encontros, divulgação e lançamentos, está à disposição dos interessados para promoção de suas marcas e produtos.

Os prêmios Waldemar Junqueira Ferreira Filho e Fraterno Vieira de Jornalismo são chancelas de valor agregado às empresas, que conferem aos participantes e vencedores maior visibilidade no mercado.

Por todas essas razões, convido a todos os players da cadeia produtiva da indústria de águas minerais para participarem do Congresso, que terá como cenário a belíssima cidade de Campos do Jordão, com seus inúmeros atrativos e encantos, que fazem da sede do evento um dos mais belos e sofisticados destinos turísticos do país.

E, para encerrar, não poderia deixar de lembrar que as recentes manifestações por todo o País nos deixaram uma importante lição: a força da participação, da união, e da convergência de interesses. Por isso, com a presença de todos, o Congresso será um espaço estratégico para reiterarmos a força do nosso setor! Até lá.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Novo mandato, novas conquistas

É com grande satisfação e ânimo redobrado que escrevo este editorial. A renovação do mandato desta diretoria por um novo período de três anos (maio/2013 a maio/2016), consagrada na abertura das urnas no dia 26 de abril que, pela primeira vez, não registrou nenhum voto branco ou nulo, nos convida a uma breve reflexão sobre o significado do resultado dessa eleição.

Desde que estamos à frente da Abinam, sempre defendemos a transparência e os processos democráticos em todas as ações e iniciativas da entidade. Assim, o fato de termos tido uma chapa única e com todos os votos válidos, nos permite concluir que temos amplo apoio dos associados para levar adiante as lutas e bandeiras do nosso setor.

Apenas com uma instituição forte e unida é possível avançar, enfrentando os desafios e removendo os obstáculos para que consolidemos o setor de água mineral como indústria moderna, sustentável e lucrativa para todos, incluindo nesse rol os consumidores que também ganham com a oferta de produtos de qualidade a preços justos e acessíveis.

Nesse sentido, é importante destacar que 2012 coroou alguns dos nossos mais importantes esforços e batalhas travadas ao longo dos últimos anos: a redução para alíquota zero do PIS/PASEP e da Cofins. O artigo 76, da Lei nº 12.715, corrigiu um erro histórico de enquadramento tributário, que onerou nosso setor e os nossos consumidores por mais de 20 anos. Enquadramento esse que significou durante muito tempo, a incidência de 42,5% de impostos sobre o produto água mineral envasada, índice superior ao de bebidas como cervejas e refrigerantes. Todos nós sabemos o porquê.

Também podemos comemorar o crescimento de 15% em 2012 se comparado com 2011, o maior desde 1997, cujo resultado traz em seu bojo diversas ações da Abinam para fomentar a expansão da nossa indústria e ampliar a profissionalização da atividade. Profissionalização essa que envolve também a conscientização sobre a nossa responsabilidade como fornecedores de produto de consumo.

Revigorada agora pelos votos de confiança de todos os associados, bem como pelas vitórias em diversas áreas, a diretoria reeleita da Abinam tem entre suas grandes metas para 2013 a luta pela inclusão da água mineral como item da cesta básica em todos os estados da Federação, a exemplo do que já é uma realidade em Santa Catarina, depois de mais de dez anos de lutas.

Fazer valer essa conquista em todo o território nacional é reforçar o posicionamento da água mineral como produto de primeiríssima necessidade, já que, por suas propriedades fitoterápicas tão benéficas à saúde, constitui poderoso alimento.

Agradecemos a todos pelo apoio e confiança, e quero ver cada um de vocês no próximo Congresso da Abinam, que acontece de 9 a 11 de outubro, em Campos do Jordão, São Paulo.

A vitória é a arte de prosseguir onde os outros desistem!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Ventos favoráveis em 2013

O ano de 2013 começa com boas perspectivas para o setor de água mineral. Alguns fatores em especial colaboram para esse otimismo. Um deles é o excelente resultado obtido no ano passado, principalmente no segundo semestre, quando obtivemos um crescimento da ordem de 15%. O período pode ser considerado como o melhor desde 1997, com 22% de aumento das vendas da categoria em comparação a 2011.

Isso significa que o consumidor está cada vez mais consciente da importância do produto água mineral como complemento para uma vida mais saudável, e que o setor vem cumprindo o seu papel: oferecer, cada vez mais, produtos com o binômio qualidade/responsabilidade. O atual índice de consumo per capita brasileiro (40 litros/ano), menos de um terço do europeu (150 litros por pessoa/ano), mostra o potencial enorme de expansão da nossa atividade.

Outro fator que nos motiva para o ano que se inicia, são as previsões climáticas que indicam que o próximo inverno deverá ser quente e seco, o que representa, naturalmente, um aumento das vendas.

O calendário esportivo brasileiro também sopra bons ventos a favor dos nossos negócios, com a realização da Copa das Confederações, de 15 a 30 de junho. Segundo as estimativas dos organizadores, o evento deverá atrair mais de 600 mil turistas ao Brasil.

O nosso Congresso Nacional, em 2012, proporcionou um bom acervo de informações para ser colocado em prática em 2013. Além de sinalizar novos caminhos e oportunidades para a expansão do nosso negócio, nos deixou antenados com as novas tendências internacionais.

Devemos lembrar o exemplo de Santa Catarina que, no ano passado, teve alíquota de ICMS reduzida para 7% e a inclusão da água mineral na cesta básica. Uma conquista que já inspira outros estados a seguir o mesmo caminho, como Paraná, Minas Gerais e São Paulo.

Para que isso seja uma realidade em todo o País é preciso, sem dúvida, que haja o comprometimento da nossa indústria, dos parlamentares e dos governos de estado. A meta é tornar acessível água de boa qualidade a todos os consumidores.

Temos ainda pela frente o esforço conjunto dos players da indústria para atender às exigências da Lei de Logística Reversa no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Vale ressaltar, mais uma vez, o total empenho da Abinam/Sindinam na busca da melhor solução para adequação do setor à nova Lei.

Enfim, as perspectivas são otimistas. Como diz o empresário e escritor brasileiro, especializado em qualidade de vida e motivação, Roberto Shinyashiki " tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado". Vamos em frente!

Carlos Alberto Lancia

Geólogo e Presidente
Justa Homenagem

Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de Março, é uma data simbólica, na qual todos são conclamados a realizar atividades concretas em favor do uso consciente de recursos minerais. Ciente dos problemas relacionados ao abastecimento de água potável, e da vital importância da indústria de águas minerais em contorná-las, a Abinam tem trabalhado para aumentar a consciência pública relativa à conservação, preservaçãoe proteção da água. Aumentar a consciência dos governos, agências internacionais, organizações não-governamentais e setor privado é e sempre será um objetivo de entidade. Em justa homenagem ao Dia Mundial de Água, nesta edição de Água & Vida, este espaço será dedicado a uma poesia de minha autoria sobre esse recurso tão essencial para todos nós. Que saibamos preservá-lo sempre.

Simplesmente Água

Há mais de 2,5 bilhões de anos, eu nasci
De onde e como eu vim, tenho ideia
Mas não posso provar, sou apenas hipótese
Da origem da vidam e isso eu sei.

Não tenho medo de enfrentar obstáculos
E quando não tenho força suficiente
Contorno-os e sigo meu caminho.
Sou líquida, ligeira e forte.

Da minha essência, gero energia e transformo em luz
Levando clareza ao invisível.
Trago em minha natureza a condutividade.
E nada faço por vaidade.

Bendita seja a sede dos homens
Para valorizar a vida e lembrar que eu existo.
Nada sem mim é possível. Se queres viver mais,
Necessitas me ingerir pura e cristalina.

Bendita seja a sede, e viva a água mineral!

Feliz Dia Mundial da Água!

Carlos Alberto Lancia / Presidente Torrinha, 03/03/2012

Pelo fim dos desatinos

O período de fim de ano sempre é propício para um balanço do que já passou e para desenhar uma carta de navegação que nos permita atravessar os próximos desafios. Gostaria de me concentrar neste texto apenas em votos de saúde e boas festas para todos os associados, amigos e familiares. No entanto, pela própria missão de representante do setor de águas minerais do país, também tenho que pedir união e perseverança para continuarmos na luta pela diminuição dos impostos que incidem em nosso setor.

Formada por taxas, royalties e encargos das mais diversas siglas, a inadmissível carga tributária sobre a categoria de água mineral crava os 42,5%. Isso significa que, no Brasil, os impostos pagos pelo consumidor de água mineral envasada são similares aos de bebidas como cerveja e refrigerantes. Assim como em outros anos, mostrar o quão absurda é essa situação foi uma das principais bandeiras da ABINAM neste 2011 que se encerra.

Com a ajuda de todos os associados, felizmente alcançamos vitórias importantes ao longo dessa luta. Em 23 de Novembro último, por exemplo, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o PL 1999/11, do deputado Marcos Montes, que isenta a produção de água mineral e água gaseificada do pagamento do PIS e da COFINS. Essa ''vitória'' ainda terá que ser aprovada por outras comissões da Câmara, como as de Finanças e Tributação, de Constituiçãoe Justiça e de Cidadania. Portanto, o caminho é longo.

Mas isso não nos deve desanimar. Outras reivindicações que também pareciam inexequíveis hoje já começam a se tornar realidade. É o caso da MP 540, do Senador Inácio Arruda, e da recente e pioneira inclusão da categoria de águas minerais na cesta básica de alimentos do estado de Santa Catarina. Com a medida, o ICMS incidente sobre a categoria caiu para 7%. Na ponta do varejo, o preço final da água mineral vendida em Santa Catarina pode ficar até 20% mais barato.

Com a abertura desse importante precedente, estamos trabalhando duro para que os outros estados, dos 26 do país, incluam a água mineral em suas cestas básicas. Em São Paulo, essa reivindicação ganhou fôlego extra com a recente criação da Subsecretaria de Mineração, pelo governo do estado, como demonstra reportagem desta edição.

Outro grande desafio da ABINAM na pauta tributária tem sido mostrar que nosso tragédia fiscal destoa completamente do que se vê no mundo. Na maioria dos países, a água é considerada um alimento básico para a vida. E por este motivo, a alíquota chega a ser nula em alguns tipos de embalagens, como garrafões de 5 a 20 litros. Aliás, nunca é demais lembrar que a indústria de água envasada não é uma inimiga a ser penalizada por altos tributos. Ao contrário, trata-se de um importante aliado do serviço público de abastecimento de água. Afinal, a água engarrafada chega aonde a água encanada mão chega, ou seja, 50% dos domicílios do país.

Com a generalização da substituição tributária, que antecipa a cobrança relativa a etapas posteriores da cadeia produtiva, a situação só piorou. Como bem sabem nosso associados, a indústria de água mineral, em muitos casos, passou a pagar o imposto que o varejo e o comércio teriam que recolher. O sistema também tornou-se ineficaz, já que a cobrança passou a ser feita com base na média de preços ao consumidor. Em outras palavras, uma água mineral vendida numa lanchonete de grife rende aos cofres públicos o mesmo que produto similar ofertado por uma fração do preço em uma cadeia de hipermercados.

Como se vê, a luta da ABINAM no que diz respeito à carga tributária que incide na nossa indústria é árdua e complexa. Além da inclusão da água mineral na cesta básica, defendemos a implantação de um imposto sobre valor agregado (IVA), nos moldes daquilo que já se vê em grande parte do país. Com esse sistema único, poderíamos acabar não apenas com as cobranças abusivas e confusão de siglas. Também deixaríamos de ser a única federação do mundo em que o principal tributo sobre o consumo (ICMS) é arrecadado pelos estados. Tenha certeza que, em 2012, continuaremos lutando por essa e outras mudanças em nossa pauta tributária.

Boas Festas e Feliz Ano Novo.

Carlos Alberto Lancia
Presidente

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