
É inacreditável que, caminhando na contramão do que recomendam as boas práticas de produção, as tendências em melhoria de qualidade e as exigências do consumidor, ainda haja segmentos empenhados em derrubar as portarias do DNPM que regulamentam a produção e o uso de garrafões retornáveis.
Mais incrível ainda é a constatação de que parte dessa campanha é liderada por segmento estranho à nossa entidade e atividade, o que caracteriza incursão indevida numa área que desconhece e lhe é alheia, razão dos desacertos que vem cometendo ao longo dessa aventura.
Só podemos concluir que, por ignorar a história do setor e sua trajetória de lutas em prol da qualidade, tal movimento tenha a finalidade de induzir ao suicídio empresarial e comercial parte da comunidade que tira seu sustento da produção e distribuição de água mineral.
Evidentemente, ao propugnar pela continuidade do uso de garrafões incompatíveis com a qualidade do produto e a segurança do consumidor, o que de fato propõe é a volta ao passado e ao atraso que o consumidor e o mercado hoje rejeitam e condenam. E mais: sob a justificativa de “proteger pequenos produtores”, releva os prejuízos que poderia causar à grande maioria de envasadores que compreenderam a importância das normas do DNPM e já se adaptaram a elas plenamente. Ignora ainda a receptividade altamente positiva dessas medidas junto à opinião pública, como mostrou a imprensa nacional.
Felizmente, os tropeços nessa caminhada aventureira já começaram a ocorrer, como demonstra nota do DNPM que publicamos nesta edição.
Ainda assim, Abinam, empresas envasadoras, distribuidores e autoridades que lutam em defesa da valorização da água mineral devem ficar atentos à ação de oportunistas de ocasião. Vamos demonstrar na prática do dia-a-dia todo nosso apoio às medidas do DNPM, à defesa do setor e à proteção da saúde dos nossos consumidores.
Carlos Alberto Lancia Presidente
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